Governo do Distrito Federal

Cultura e Lazer

CIBELE MOREIRA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

As atividades lúdicas e interativas da Vila Cidadã, no 8º Fórum Mundial da Água, provocaram no público um olhar mais atento ao Planeta Terra. Com temas relacionados a recursos hídricos e meio ambiente, o espaço gratuito trouxe curiosidades, além de apresentar iniciativas do governo para a população.

 

Durante sete dias, a vila recebeu mais de 100 mil visitantes, entre crianças e adultos. Escolas públicas e particulares do Distrito Federal e do Entorno tiveram a oportunidade de proporcionar aos alunos uma experiência prática e visual dos assuntos repassados em sala de aula.

Para a professora da Escola Classe 53 de Taguatinga Ana Flávia Martins, a visita à Vila Cidadã contribuiu muito para o aprendizado das crianças. “A vivência no Fórum Mundial da Água está sendo muito boa. Ter esse contato é essencial”, ressaltou.

Aluno do quarto ano da Escola Classe 53, Daniel Lopes de Araújo, de 9 anos, gostou da experiência. “Aprendi muita coisa, a não poluir e a cuidar da água e do meio ambiente.”

 

O espaço de que ele mais gostou foi o estande da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), no qual foram montados terrários (recipientes que reproduzem condições ambientais necessárias a diferentes seres vivos) para mostrar o processo da água na natureza e no planeta.

“Sempre me interessei em estudar as plantas”, explicou Daniel, que viu pela primeira vez um terrário. A expositora da Caesb no fórum, Damiana Santos, contou que o retorno dos alunos, quando passavam pelo estande, foi gratificante.

No Espaço Criança Candanga, a fauna e a flora do Centro-Oeste ganharam destaque com o Museu do Cerrado, que trouxe animais taxidermizados (empalhados) em seu habitat.

Instalações sensoriais ganham destaque

Outra área que chamou a atenção foi a do movimento brasileiro Green Nation, que ocupou 2,7 mil metros quadrados dos 10 mil metros quadrados da Vila Cidadã.

A instalação, com nove ambientes com atividades interativas e sensoriais, foi uma das mais visitadas. O simulador de asa-delta foi bastante disputado pelos frequentadores da vila, sobretudo crianças.

 

Com filas que chegavam a demorar duas horas nos momentos mais concorridos, os visitantes puderam simular sobrevoos em lugares em que a água é protagonista. A viagem, que começa no Rio de Janeiro, passa por cidades como Foz do Iguaçu (PR) e Manaus (AM).

Raquel Vergara, de 42 anos, e a filha Julia, de 13, gostaram bastante da experiência. “Esse é o segundo dia que viemos à Vila Cidadã, no primeiro não conseguimos entrar no Green Nation”, lamentou Raquel.

Para Julia, o espaço traz um grande ganho na conscientização sobre o meio ambiente e os recursos hídricos. Ainda nele, o público pôde conhecer como é a vida no frio extremo, por meio da instalação Estação Antártica, que reproduziu o laboratório e a moradia dos cientistas no continente gelado.

A importância da reciclagem também foi trabalhada no estande PET Vira PET, que mostra o processo de reaproveitamento do plástico e a sua relação com a economia de água e a redução do lixo no planeta.

 

O que é o Fórum Mundial da Água

Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.

 

Em Brasília, é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa-DF) — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA).

O fórum ocorre a cada três anos e já passou por Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).

A nona edição, em 2021, será em Dacar, no Senegal, e terá como tema Segurança Hídrica para Paz e Desenvolvimento. Na cerimônia de encerramento desta sexta (23), autoridades do governo local representaram o Brasil na passagem da bandeira para a comissão do país africano.

 

EDIÇÃO: VANNILDO MENDES
AMANDA MARTIMON, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

 

Para formar novos leitores, projetos financiados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) apostam em métodos que despertem o interesse de crianças, jovens e adultos pelo hábito.

 

No caso da iniciativa Marandubinha nas Escolas — levada a unidades públicas do Distrito Federal —, a ideia é apresentar aos professores a mediação da leitura como estratégia para envolver os estudantes dos anos iniciais.

Entre as atividades, além da formação dos docentes, são promovidas rodas de leitura em sala de aula.

Agrupados em frente à mediadora e educadora Adriana Bertolucci, os pequenos alunos do segundo ano da Escola Classe Natureza, no Paranoá, interagem, apontam figuras no livro, não se contêm e levantam para tocar e compartilhar o que identificam nas páginas.

“Quero que eles vejam os livros, nós lemos juntos. Eles têm de poder pegar, tocar. Para incluir o livro na cultura da criança, ela precisa se sentir apropriada dele”, explica Adriana.

 

Com o objetivo de formar novos leitores, primeiro é ofertada uma oficina para os professores com técnicas de mediação de leitura. Depois das atividades em sala, também há um retorno aos docentes. Por fim, a proposta é engajar os pais, para que estimulem a leitura fora do ambiente escolar.

A professora da turma, Vanessa Ribeiro, conta como usará as técnicas aprendidas. “Geralmente leio e depois mostro a figura. Agora, vejo que eles podem acompanhar, interagir”, avalia.

O Marandubinha é desenvolvido em outras duas unidades de ensino do Distrito Federal: na Escola Classe Vila do Boa, em São Sebastião, e na Escola Classe do Setor P Norte, no Sol Nascente, em Ceilândia.

A iniciativa surgiu com um blog de mesmo nome, de autoria das educadoras Adriana Bertolucci e Dayla Duarte, com dicas de mediação e de livros infantis. Com o apoio do FAC, pôde ser levada do meio on-line para as escolas.

Projeto quer estimular a criatividade por meio da leitura

Idealizado em 2008, o projeto A Arte de Ler e Criar — que se chamava Brincando de Biblioteca — ocupará bibliotecas públicas do DF com oficinas nos próximos meses.

professora aposentada da rede pública e escritora Dinorá Couto incentiva os participantes a descobrirem veias artísticas por meio da leitura. “Todo mundo tem de sair sabendo que é um artista. Pode ser para escrever, para fazer artesanato, não importa”, opina.

 

Para os que se interessam especialmente pela literatura e demonstram interesse em criar um projeto literário, ela se dispõe a dar auxílio em encontros agendados na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, da qual foi fundadora.

No projeto, a autora também lança o livro infantil E eu sou isto, vovó? — Uma abordagem lúdica de cidadania. Nesse momento, os participantes são convidados a escrever sobre o que é cidadania.

Reunidas na Biblioteca Pública do Riacho Fundo I para fazer um trabalho escolar, as amigas Milena Ramos, Idália Souza e Naely Sousa, todas de 13 anos e estudantes do oitavo ano no Centro Educacional 2 da região administrativa, aproveitaram para participar da oficina.

As adolescentes vivem momentos diferentes. Enquanto Idália se interessa por livros de ação e ficção e conta que está lendo uma edição virtual, Milena alega falta de tempo para ler e Naely diz preferir assistir a filmes.

Em maio, a escritora organizará a 12ª edição do Fórum Brasília Capital das Leituras, mostra de obras de escritores locais para diferentes bibliotecas.

Para participar, basta comparecer nos lugares programados, das 8h30 às 11h30. As próximas datas previstas são:

  • 3 de abril: na Biblioteca Pública de Sobradinho (Área Reservada 5, Quadra 8)
  • 12 de abril: na Biblioteca Pública Carlos Drummond de Andrade, em Santa Maria Norte (Área Especial 204, Salão Comunitário)
  • 17 de abril: Biblioteca Pública de Águas Claras (Rua Ipê Amarelo, Lote 1)
EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA
MARYNA LACERDA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

A simpatia do povo sérvio foi apresentada, nesta quinta-feira (5), aos estudantes do Centro Educacional Vargem Bonita, do Núcleo Bandeirante, por meio do Embixadas de Portas Abertas.

 

Guiados pelo embaixador da Sérvia no Brasil, Veljko Lazic, e pela embaixatriz, Olga Lazic, os 30 alunos do 5º ano conheceram um pouco da cultura e das origens do país europeu. A colaboradora do governo de Brasília e idealizadora do programa, Márcia Rollemberg, também participou da visita.

O Embaixadas de Portas Abertas foi criado com o objetivo de favorecer o intercâmbio cultural dos estudantes da rede pública de ensino e fortalecer o processo de internacionalização de Brasília.

Na primeira etapa da atividade, Lazic explicou as origens da Sérvia, na Península Balcânica, e citou várias guerras pelas quais a capital, Belgrado, passou. Os anfitriões explicaram às crianças o processo da disputa pela independência em relação à antiga Iugoslávia, na década de 1990. O representante diplomático também contou sobre frutos-símbolo do País, como ameixa e framboesa.

Os estudantes puderam conhecer um pouco da história de personalidades sérvias, como o inventor Nikola Tesla, que descobriu as bases para a eletricidade.

Eles foram apresentados à trajetória de Mileva Maric, primeira esposa de Albert Einstein. Acredita-se que ela tenha sido responsável por várias das descobertas atribuídas ao cientista.

Com base nas curiosidades apresentadas pelo diplomata, as crianças responderam a um quiz sobre a cultura sérvia. A gastronomia típica foi degustada, por sua vez, por meio de pratos tradicionais, como a pita (torta com massa folhada e recheio de queijo).

 

A espontaneidade com que os diplomatas receberam as crianças marcou Sarah Abrantes Santana, de 11 anos. “Eles são muito gentis, realmente abriram as portas da casa deles para a gente”, contou.

Na segunda parte da visita, as crianças jogaram queimada com o embaixador, na quadra de esportes da residência oficial, no Setor de Embaixadas Sul. A turma também recebeu um kit com livros e um mapa da Sérvia.

A apreço por esportes cultivado pelos sérvios chamou a atenção de Kairon Douglas Santos, de 10 anos. “Deu para ver que eles têm muito em comum com o Brasil. Nunca tinha ouvido falar do país e gostei.”

Relações diplomáticas entre Brasil e Sérvia são fortalecidas

A interação entre as duas nações tem se intensificado nos últimos anos, como destacou o embaixador Veljko Lazic. “Estamos tentando fazer a Sérvia mais visível no Brasil, e o Distrito Federal tem nos ajudado nisso”, disse.

 

Uma das iniciativas de aproximação foi a exposição sobre o escritor sérvio Ivo Andricno Palácio do Buriti, de 22 de fevereiro a 16 de março deste ano, como lembrou Márcia Rollemberg.

“O Buriti será sempre um espaço de integração. Lá, temos recebido as exposições dos países e tivemos a oportunidade conhecer a trajetória de um prêmio Nobel de Literatura.” Segundo ela, as experiências no âmbito do Embaixada de Portas Abertas são enriquecedoras. “Cada vez que a gente vem é muito gratificante”, defendeu.

O programa Embaixadas de Portas Abertas

O Embaixadas de Portas Abertas começou, como piloto, em 2015 e foi instituído oficialmente em 9 de agosto de 2017.

A iniciativa é uma parceria da Assessoria Internacional com a Secretaria de Educação e a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) — que leva os alunos às embaixadas.

As representações diplomáticas estrangeiras interessadas em participar podem enviar e-mail para assessoria.internacional@buriti.df.gov.br.

As atividades fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

 

EDIÇÃO: MARINA MERCANTE

O campo de futebol em frente ao cemitério de Sobradinho II, conhecido como Caveirão, foi entregue à população neste domingo (8). O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da inauguração.

 

“Sobradinho está em festa. É um espaço muito importante para a formação de atletas e revelação de talentos”, disse o chefe do Executivo na solenidade.

O campo mede 103 metros (m) por 67 m, com recuos de fundo de 3 m cada um e recuos laterais de 2 m cada um. Cerca de 4 mil pessoas deverão ser beneficiadas com o novo equipamento esportivo.

Os recursos para a construção — R$ 953.632,52 — são de emendas parlamentares. De acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a contratação da empresa por meio de pregão, na modalidade menor preço, permitiu um deságio de 45%, já que a estimativa inicial de custo era de R$ 1.750.632,15 — uma diferença de R$ 796.999,63 a menos.

Reforma nos campos de futebol

A Novacap fará um levantamento sobre as condições de todos os campos de futebol amador no DF. “Vamos começar o estudo das áreas na segunda-feira (9), para revitalizar os locais que já estiverem no limite da vida útil”, afirmou o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto.

Antes da inauguração, o governador foi homenageado pelo Grupo Cultural Azulim, uma associação que trabalha a inserção de crianças em ambientes culturais.

Leia o discurso do governador.

 

EDIÇÃO: PALOMA SUERTEGARAY
MARYNA LACERDA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

 

Em retribuição à visita de estudantes à Embaixada da Guiana, o representante diplomático do país no Brasil, George Wilfred Talbot, e a embaixatriz, Grace Angela Talbot, conheceram o Centro de Ensino Fundamental Doutora Zilda Arns, no Itapoã. O encontro é parte das atividades previstas pelo Embaixadas de Portas Abertas e ocorreu nesta terça-feira (10).

 

Embaixador e comitiva foram recebidos com salva de palmas. Em seguida, ouviram os hinos nacionais da Guiana e do Brasil e o Hino à Brasília. Além disso, o coral de idosos do Itapoã e os alunos do Projeto Quilombo apresentaram a música infantil Alecrim Dourado.

A troca de experiências foi celebrada por Talbot. “É um prazer falar com vocês e conhecer a escola. Vocês são excelentes alunos. É um prazer para a Embaixada de Guiana ter a oportunidade de intercambiar [experiências] com vocês.”

Para a estudante do sétimo ano Cassiane George de Souza, de 13 anos, as atividades da manhã reforçaram o sentimento de respeito pela Guiana. “É um ato de gentileza eles virem à escola, porque muitas pessoas no lugar deles não fariam isso”, disse. Por meio do Embaixadas de Portas Abertas, a adolescente conheceu o críquete, esporte muito popular naquele país. “Gostei muito de jogar o críquete”, contou.

A aproximação de realidades tão diferentes tem função também pedagógica, de acordo com a colaboradora do governo de Brasília Márcia Rollemberg, idealizadora do programa. “É fazer das embaixadas um espaço de educação”, resumiu, durante o evento de hoje.

O programa Embaixadas de Portas Abertas

O Embaixadas de Portas Abertas começou, como piloto, em 2015 e foi instituído oficialmente em 9 de agosto de 2017.

 

A iniciativa é uma parceria da Assessoria Internacional com a Secretaria de Educação e a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) — que leva os alunos às embaixadas.

As representações diplomáticas estrangeiras interessadas em participar podem enviar e-mail para assessoria.internacional@buriti.df.gov.br.

As atividades fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

 

EDIÇÃO: MARINA MERCANTE

O Instituto Berço da Cidadania, em parceria com a Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secriança) e o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA/DF) vai realizar o Seminário de apresentação do Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes do Distrito Federal no dia 9 de maio, das 8h30 às 17h, no auditório da Casa de Ismael, na 913 norte.

O objetivo do evento é apresentar os resultados construídos com a participação de diversos integrantes do Sistema de Garantia de Direitos e a comunidade, além de coletar novas considerações para o documento.

A participação é aberta a todos, bastando a inscrição, gratuita. Cada participante receberá um certificado.

Criança Candanga - Governo de Brasília